sexta-feira, 18 de maio de 2012

O Que é a Matrix?



(Milagres? Que Milagres?)
Por Rui Fragassi
Baseado em "Tales from the Time Loop" de David Icke
Revisão: Bernardo de Gregorio

“O conceito matemático de Matriz [= Matrix, em inglês] consiste em uma ordenação adequada de símbolos [normalmente números] no espaço. Em duas dimensões, essas ordenações são chamadas de 'linhas' [na horizontal] e 'colunas' [na vertical]”.  

Somos emanações divinas presentes eternamente no infinito AGORA. Tudo que observamos são nossas criações mentais. Tempo e espaço são conceitos ilusórios que criamos, formando uma prisão, que podemos chamar de 'Matriz'. A única verdade é o Amor Infinito - todo o resto é ilusão. Vamos aos detalhamentos:  

1. Hologramas são projeções de energia ou 'luz' que parece, ao observador, ser uma forma de 3 dimensões, mas na realidade são uma série de códigos e padrões de onda que apenas geram a ilusão de 3D quando um laser emite sua luz sobre esses hologramas. Toda a realidade dos 5 sentidos é uma ilusão holográfica que apenas existe de uma forma 'sólida' porque o cérebro/mente humana faz com que se aparente desta forma. O mundo 3D de paisagens, mares, edifícios e corpos humanos, apenas existe nessa forma quando nós olhamos para ele! Se não ele é uma massa de campos vibratórios e códigos. No filme Matrix, a Matriz é representada, vista de fora, por uma série de números verdes e códigos, enquanto que do interior ela é vivenciada como o tipo de mundo em que nós pensamos que vivemos - montanhas, ruas, pessoas etc. Esta é uma boa analogia. 

2. Nós não enxergamos com os nossos olhos, nós enxergamos com o nosso cérebro! No caminho dos olhos até o córtex visual, região cerebral responsável pela “fabricação” da visão (gnosia visual), os lobos temporais editam e reconstroem até 50% ou mais da informação original que entra através da retina e nós apenas “vemos” o que o cérebro, com todas as suas realidades condicionadas, decide o que ele está vendo. 

Em “O Universo Holográfico”, Michael Talbot conta-nos que nos anos ‘70 seu pai contratou um hipnotizador profissional para entreter um grupo de amigos. Um dos escolhidos para ser hipnotizado foi um homem chamado Tom e era a primeira vez que ele encontrava-se com um hipnotizador. O que os hipnotizadores de palco fazem é programar as pessoas para acreditarem que elas estão vendo algo ou fazendo algo que, na verdade, não passa de pura invenção. O hipnotizador fez Tom acreditar que existia uma girafa na sala e mais tarde fez com que comesse uma batata crua acreditando que era uma maçã. Essas são confirmações de que o cérebro vê e experimenta o que ele é programado para acreditar o que ver e experimentar. Mas a parte mais interessante da história veio quando Tom foi trazido de volta para o estado de consciência desperta. Logo antes do hipnotizador terminar o estado de transe formal,  ele disse a Tom que quando ele acordasse ele não seria capaz de ver sua filha, Laura. O hipnotizador pediu a Laura para ficar em pé de frente e junto do pai de tal forma que quando ele abrisse os olhos ele estaria olhando no estômago dela. Quando perguntaram a Tom se ele conseguia ver sua filha, ele respondeu que não. Laura se mexeu bastante, mas não deu nenhum resultado. O hipnotizador se colocou atrás de Laura e segurou algo contra as costas de Laura. Para ver esse objeto, Tom teria que ver através de sua filha. O hipnotizador pediu a Tom para dizer o que ele estava segurando em sua mão e, inclinando-se para frente para junto do estômago da filha, ele disse: “um relógio”. Foi-lhe pedido então para ler a inscrição no relógio e ele leu. O hipnotizador confirmou que realmente estava segurando um relógio com a inscrição descrita por Tom. A mente de Tom foi programada para acreditar que ele não poderia ver sua filha e portanto ele não a viu. Além disso, ele pôde ver o que estava atrás dela. Como isso é possível? Nós construímos nossa realidade “aqui dentro” e não “lá fora”.

3. Uma afirmação perfeitamente correta é: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Na prática, uma grande parte do que conhecemos é Mentira. Existem entidades (como os manipuladores reptilianos, draconianos, “greys” e seus fantoches, além da própria Matriz que nós mesmos criamos) que nos repassam informações erradas (mentiras!) visando nos escravizar (retirar nossa liberdade) e nos retirar Poder. Uma das mentiras mais enraizadas em nós é o nosso conceito (ilusório) de separação espacial e de tempo.  

Comecemos pelo nosso conceito de tempo: com o conceito de tempo estabelecido na superfície de nosso planeta Terra, todos nós podemos praticar um ato posterior ANTES de um ato anterior, basta cruzar de oeste para leste o “meridiano do tempo”, que cruza o Oceano Pacífico exatamente na localização oposta ao meridiano de Greenwich. Desta forma cria-se uma diferença de tempo entre os atos de quase 12 horas! Que absurdo! Nosso conceito de Tempo é uma tremenda ilusão. Passado, presente e futuro: ilusão! Então, como funcionam todas as coisas, sem o conceito de Tempo? Na realidade só existe o infinito e eterno Presente, o AGORA, com todos nossos conceitos de eventos passados e futuros ocorrendo no eterno Agora, em realidades paralelas simultâneas, criadas por nossas mentes. É exatamente por causa disso que videntes conseguem “ver” e “sentir” acontecimentos “passados” e “futuros”: eles estão presentes no Agora! Reencarnação, portanto, não é um processo de vir e sair deste mundo com o passar do tempo: é mover-se para dentro e para fora de diferentes realidades, todas acontecendo simultaneamente. 

Ainda não está convencido sobre a ilusão do tempo? Então considere um dos grandes mistérios que é a predição do “futuro”, que muitos estudos já provaram ser possível. Um exemplo nesse sentido é o “teste da cadeira” proposto pelo vidente holandês Gerard Croiset: investigadores iriam identificar eventos em salas espalhadas pelo mundo que não tivessem assentos numerados pré-alocados. As pessoas sentariam onde quisessem quando elas chegassem ao local do evento. O investigador daria a Croiset um assento particular para ser focalizado semanas antes do evento e ele teria que descrever a pessoa que iria sentar lá durante o evento futuro. Durante 25 anos Croiset descreveu os ocupantes dos assentos com enorme precisão. Dra. Jule Eisenbud, professora clínica na Universidade do Colorado, conduziu um desses testes em 1969. Mais de duas semanas antes de um evento em Denver, Colorado, Eisenbud contactou Croiset na Holanda e deu a ele um assento para “ler”. Croiset disse que o homem que iria sentar naquela cadeira tinha cerca de 1.75m de altura e trabalhava na indústria e com ciência. Em seu trabalho, disse Croiset, ele usava um avental de laboratório que estava manchado com um produto químico esverdeado. Ele disse que o homem tinha os cabelos pretos, penteados para trás, uma cicatriz no seu dedão e um dente de ouro na sua mandíbula inferior. 17 dias depois, este mesmo homem sentou no assento e Croiset estava correto em todos os detalhes, inclusive sobre sua altura. Como isso é possível? O homem “depois” na cadeira e o homem “antes”, antes mesmo que ele inclusive soubesse que ele iria àquele evento, não eram eventos que estavam acontecendo separados por várias semanas: eram eventos concomitantes na eternidade. Eles estavam acontecendo simultaneamente. Eram duas realidades mentais distintas, mas acontecendo no Infinito AGORA!! 

4. Uma ilusão só pode controlar você quando você pensa que ela é real. Quando nós observamos nossas experiências diárias nós estamos olhando em um espelho de nós mesmos. Portanto, para mudar seu mundo mude a você próprio. Não culpe os outros, pois isso é aceitar que os outros têm poder sobre sua vida e sobre a realidade que você cria. 

Não existe nada que não possa ser explicado, uma vez que entendamos que o Amor Infinito (Unicidade) é a única verdade e todo o resto é ilusão e que nós estamos criando a ilusão ou tendo a ilusão programada em nós por acreditar que ela seja real. Lyall Watson, biólogo e autor de “Supernature”, diz ter presenciado uma mulher Indonésia chamada Tia, uma xamã, conversando com uma menininha em um pequeno bosque de árvores. Ele olhava a cena de uma curta distância e ela não sabia que ele estava lá observando. Ela pareceu explicar algo à garota e um certo ritual de dança e de gestos começou. Para o espanto de Watson,  o pequeno bosque de árvores desapareceu e, após alguns segundos, voltou novamente. "Num momento Tia dançava no bosque sombreado; no seguinte ela ficava em pé sob um sol escaldante", ele disse. “Ela conseguiu 'ligar' e 'desligar' o bosque várias vezes”, com Watson olhando sem acreditar. Isto é impossível? Não, não é. O bosque é uma ilusão holográfica e aqueles que compreendem como o processo funciona podem se desconectar dessa realidade, o sonho de consenso que concorda que o bosque existe. Com Lyall Watson observando esta cena intensamente, foi fácil para ele tornar-se parte do campo de realidade de Tia e também ver o bosque aparecer e desaparecer. Outras pessoas poderiam ter observado isso de uma ilusão de realidade de consenso e o bosque não teria desaparecido para elas. Isto explica porque algumas pessoas podem caminhar através de paredes - elas acreditam que podem e essa torna sua experiência. Elas desconectam suas mentes e corpos das leis da realidade de consenso que insiste que isso é impossível. Quando digo "acreditar", isto é um nível de crença muito além de qualquer pessoa que apenas diz “eu acredito”. Não é crença, é um conhecimento, um ser. Existe um velho ditado que diz que nós podemos “mover montanhas”. Isto não tem um  significado literal? Por que não? Se um bosque pode desaparecer, porque não uma montanha? A montanha é uma ilusão holográfica e nossa mente controla a ilusão. Por que nós não movemos montanhas? Nós podemos, mas nós não fazemos, porque nós não sabemos que nós podemos. A realidade de consenso, programada, diz que a própria idéia é ridícula e se acatamos essa realidade, assim é. Porém se criarmos uma outra realidade que diz o oposto, moveremos montanhas! 

5. As “leis” do mundo dos 5 sentidos podem apenas ser aquilo que nós pensamos que elas são, e enquanto aceitarmos elas como real nós estaremos sujeitos às suas limitações. Da mesma forma, se nós pudermos livrar nossas mentes dessas realidades, nós não estaremos mais sujeitos às suas “leis” e limitações. Isto é o que chamamos “milagres”. Quase todos já leram sobre feitos inexplicáveis como caminhar no fogo sem se queimar, ter espadas atravessadas através do corpo sem se machucar ou deixar cicatriz, levitação e muitas outras coisas. Nenhum desses fenômenos é possível para a ciência materialista convencional, mas isso é simplesmente porque a ciência convencional é o conhecimento equivalente a um filme do Mickey Mouse. David Icke conheceu uma mulher que separou um quarto de sua casa para ser usado por meditadores sérios, meditadores que queriam meditar por longos períodos sem serem perturbados. Um cara entrou e não apareceu por muitos dias e ela ficou curiosa para saber se ele estava bem. Ela pegou um copo de chá para ele e abriu a porta devagarinho. No momento seguinte o copo se espatifou no chão porque quando ela olhou para ele, a metade de baixo de seu corpo estava invisível. Impossível? É possível sim e perfeitamente explicável.

Em 1905, o paranormal Indridi Indridason fazia parte de um projeto de cientistas eminentes da Islândia no terreno do “paranormal”. Quando ele entrava em transe profundo os cientistas viam diferentes partes de seu corpo desaparecer e reaparecer. Tudo é possível, literalmente tudo, porque nós somos infinitas possibilidades. David Icke também conta que uma mulher do Texas lhe contou que um dia, pela manhã, ela acordou próximo do marido e encontro-o flutuando a cerca de 1,80m acima da cama, ainda dormindo... 

O Dr. William Tufts Brigham, o curador do Bishop Museum de Honolulu, era um investigador perspicaz do “paranormal” e seus estudos envolveram os ”milagres” feitos por xamãs havaianos, ou kahunas. Ele testemunhou uma delas curar um homem que tinha quebrado a perna tão forte que pedaços do osso estavam atravessando a pele. A mulher kahuna “orou” (pensamento concentrado) e meditou ao lado do homem e esticou sua perna, empurrando os ossos quebrados. Após alguns minutos ela disse que a cura estava completa e o homem se levantou e saiu andando sem nenhum sinal de seu severo machucado de minutos atrás. Isto é possível porque, na realidade, não existe osso - isso também é uma ilusão...  
6. Um pouquinho sobre o “carma”: a crença na realidade sólida materialista é fundamental na ciência oficial, assim como a necessidade de que tudo seja provado através de experimentos que possam ser repetidos. Cientistas que sugerem explicações alternativas são jogados no ostracismo ou sabotados, para se defender a “sabedoria” existente. Fundamental para perdermos de vista nossa unidade infinita é a política oficial da ciência não-alternativa que apresenta o mundo como partes desconectadas e isto está refletido na própria estrutura da ciência, com suas especialidades compartimentalizadas, que raramente conversam entre si. Mas, quando as crenças dos cientistas estão afetando os resultados dos experimentos, como a física quântica está cansada de mostrar, de que valia é este dogma? Uma partícula subatômica chamada ”anomalon” foi verificada ter propriedades diferentes em diferentes laboratórios, o que é equivalente a ter um carro que muda de cor e outras características dependendo de quem o está dirigindo. As “leis” da Ciência apenas se aplicam porque os cientistas acreditam que sim e, graças ao estado divinizado da Ciência: o que ela decide que é “real” torna-se a realidade de consenso. Mas tudo é uma ilusão.
Tome, por exemplo, a lei básica da Ciência conhecida como “Lei de Causa e Efeito”, o fundamento da chamada “Lei do Carma”. Para cada ação tem que existir uma reação. Isto é verdade - mas apenas se você acredita que é. Se você acredita que não é verdade então ela não é! As pessoas possuem carma apenas porque elas acreditam que elas o possuem em suas mentes individuais e coletiva. William Tiller, físico da Stanford University, escreve: "quando chegamos nas fronteiras de nossa compreensão, podemos de fato deslocar as leis de tal forma que nós estamos criando a física enquanto caminhamos". Não existem “leis”, apenas possibilidades infinitas. O que é realidade? O que você pensa que é? Então isso é o que é.
Místicos têm comunicado idas a “Salas de Saber” em seus mundos não-físicos e relatado que a Terra é uma “universidade” espiritual onde as pessoas vêm para aprender algumas duras lições e trabalhar seus carmas. Isto é uma total ilusão! "Você acha que o Infinito tem que ir para escola aprender algo quando ele sabe tudo que existe para saber?". Sobre o carma, a idéia que você experimenta aquilo que você fez os outros experimentar, pode-se perguntar: "Por que teria o Infinito de experimentar aquilo que ele mesmo fez experimentar?". A idéia do carma é uma manipulação da Matriz para embasar a crença na passagem do “tempo” - é o meu carma de uma vida passada ou eu estou gerando carma para meu futuro - e para manter as pessoas em um estado de culpa e de auto-condenação. "Amor Infinito não julga a si ou pune a si mesmo - estas são ilusões da desconexão". 
Estas áreas do conhecimento são muito mais subversivas para o sistema do que simplesmente expor a rede de sociedades secretas ou a agenda global porque elas oferecem meios que nós podemos pensar de excluir a agenda e seus valores fascistas de nossa existência e pensar e trazer uma nova realidade em existência. Esta é a transição da prisão para o paraíso. Como toda realidade, a transição tem que acontecer primeiro na mente - ou, mais acertadamente, no coração - e apenas então pode ser experienciada no mundo ”físico” como holograma manifesto. Rejeitar a realidade de consenso e criar a nossa própria é a transformação. É como o conto de Andersen “A Roupa Nova Do Rei”. A realidade de consenso era que ele estava vestindo roupas novas lindas, porque a multidão não queria admitir que ele estava nu. Foi preciso que uma criança gritasse "o rei está nu" para quebrar o encanto e propagar o óbvio. 

7. Acredito que todos já tenham ouvido falar do Conde Drácula, não? É uma ficção, porém baseada em fatos reais, que estão ocorrendo agora na nossa aristrocracia/realeza (Drácula > Draco > Draconianos = linha reptiliana “real”).

Primeiramente, uma introdução: há uma técnica de controle mental chamada de Distúrbio de Múltiplas Personalidades (MPD, em inglês). Isto ocorre quando a mente é fraturada, através de trauma e programação, em uma série de aparentes “personalidades” ou “personagens”, cada um com diferentes atitudes, crenças e, até, diferentes “idades” ou “sexos”. David Icke testemunhou um caso (na sala de um terapeuta)  de uma mulher de 30 anos que manifestou sete distintas “personalidades” em meia hora de sessão, incluindo uma de bebê. Cada personalidade tinha seu próprio nome, antecedentes e características, e cada uma foi trazida à tona, em seqüência, pelo terapeuta pelo uso de palavras corretas de acionamento e por códigos. Quando uma personalidade era comutada para outra, a face da mulher mudava, inclusive a cor dos olhos e características da pele (cicatrizes podem desaparecer quando uma personagem substitui outra como a mente consciente). A pessoa pode estar doente, em um modo, e perfeitamente saudável no outro. Mulheres com MPD podem ter diferentes ritmos menstruais com cada personalidade, e parecerem mais velhas ou mais jovens. Agora, como é o outro termo para essa transformação instantânea das feições da face e do corpo? Mudança de forma (“shape-shifting”, em inglês). Esta é uma das características do Drácula: mudança de forma, assim como os humanos reptilianos. Drácula é um vampiro, assim como os humanos draco-reptilianos, que bebem sangue humano comum, alimentando-se da energia humana. A linha dos manipuladores está seriamente envolvida em sacrifícios humanos e em rituais de beber sangue em toda a nossa história. Os registros sumérios revelam que os Anunnakis, deuses da Antiga Suméria que igualmente apreciavam o derramamento de sangue humano, eram uma raça reptiliana. 

8. Quando os místicos meditam, antes de executarem um “milagre”, eles estão se desconectando da realidade de consenso, a mente coletiva, que diz que o “milagre” é impossível.

O que não vemos, nós inventamos: nossos olhos possuem um ponto cego, onde o nervo óptico se conecta ao olho, no meio da retina. Qualquer que seja o objeto que olharmos, nós não podemos ver nada que incide naquela parte do olho, mas o cérebro constrói a cena completa usando a informação disponível e, portanto, preenche o “buraco” usando para tal as imagens vindas do outro olho ou recolhidas na memória. Realidade é apenas aquilo que nós fomos programados a acreditar que é. Vemos apenas o que estamos condicionados a ver e editamos (eliminamos) tudo o que contradiz esse condicionamento. 

Implantar crenças é tudo o que os manipuladores desejam, pois é através da crença que nós manifestamos nossa realidade. Geralmente, a crença cria a Polarização; polarização = divisão e conflito, divisão e conflito = dividir e dominar. Eles desejam crenças rígidas e em conflito, por esta razão; eles não se importam muito com o que você acredita piamente, contanto que você acredite piamente em algo, porque assim eles podem jogar você contra os outros que acreditam piamente no (aparente) oposto. 

Albert Einstein disse: ”nós precisamos lembrar que nós não observamos a natureza como ela existe realmente, mas a natureza exposta aos nossos métodos de percepção. As teorias determinam o que nós podemos ou não podemos observar”.  O que nós pensamos que vemos como edifício, pessoas, florestas e lagos são, na realidade, ilusões holográficas tridimensionais conjuradas nessa realidade por nossas próprias mentes. As sessões de hipnose exemplificam bem esta situação. 

O que é “livre arbítrio”? A mente consciente não é aquela que, no final, está no controle dos eventos, exceto na forma que ela decodifica os padrões holográficos 3D de acordo com o seu senso de realidade. O Inconsciente é a fonte principal de resposta humana e de comportamento, e não a consciência que pensa que está tomando as decisões. Experimentos revelaram que os sinais no cérebro, necessários para mover um braço, abrir a boca ou executar qualquer ação física, começa um segundo e meio antes da mente consciente tomar a “decisão” correspondente. 

A Matriz foi criada pelo Inconsciente Coletivo, e a mente consciente foi aprisionada pelas ilusões assim criadas. A Matriz tomou vida própria quando ela acessou uma fonte de energia própria: o medo gerado pelas mentes consciente e Inconsciente aprisionadas em uma ilusão que acreditam ser “real”. Este medo auto-percebido, a Matriz, então aprisiona também o Inconsciente Coletivo na ilusão. É o Inconsciente que os manipuladores visam controlar. Estamos condicionados a ver o que nos é dito para ver, pelas normas da sociedade. A hipnose nos vem de inúmeras formas: na infância estamos sujeitos à programação de nossos pais, que instilam suas próprias realidades sobre nós. Isso se compõe, em seguida, com a educação que recebemos na escola. Educação não está envolvida com o desenvolvimento da auto-percepção, ela meramente prepara os jovens para os trabalhos que servem ao sistema. A educação verdadeira seria desaprender a doutrinação incutida pela “educação” oficial. O hipnotizador residente encontra-se no canto da sala: “mamãe, onde eu aprendo o significado da vida?”. “Oh, cale a boca e veja TV”. “OK, mamãe...”. 

9. Fatos incomuns podem acontecer quando as pessoas manifestam ilusões diferentes e sonhos diferentes. Quantas vezes temos sonhos nos quais participamos de eventos que iriam nos matar ou machucar, mas isso não acontece? Da mesma forma, ser for sua realidade que o fogo não pode queimar seu pé, então ele não pode. Por que? Porque seus pés não existem mais do que o fogo! Como pode uma ilusão queimar uma ilusão, a não ser que acreditemos que ela possa e manifestemos essa realidade: a ilusão da queimadura e a da dor? Quando sentimos dor, é no cérebro que a sentimos e não no dedão que chutou a perna da mesa. O cérebro manifesta a dor pela mensagem que ele recebe e o cérebro condicionado sente dor apenas porque ele pensa que deve sentir. Isto é o que o programa de computador diz e isso é o que ele entrega como resultado. Quando você muda o programa, você obtém uma realidade diferente: sem queimadura e sem dor. 

“Milagres” são apenas saídas da realidade de consenso para onde suas ”leis” ilusórias não mais se aplicam. Como pode o seu corpo queimar quando você sabe que ele é apenas uma ilusão holográfica de sua mente? Como pode uma ilusão holográfica ser prejudicada por uma espada ou uma bala, que também é apenas uma ilusão holográfica? Resposta: apenas quando você acredita que isso é possível! O homem que “perdeu” metade do seu corpo quando meditava foi para um tal estado de consciência (sua realidade) que seu corpo holográfico começou a segui-lo. Fazendo isso, ele começou a desaparecer, retirando-se desta realidade. 

Quanto à levitação e outros fenômenos ditos “paranormais” (paranormais para a realidade de consenso), o princípio é o mesmo. "Quando você levita, não é você que vai 'para cima', é o seu 'mundo' que vai 'para baixo'." Mas não é a levitação a arte de sobrepujar a gravidade? Apenas se você pensa que é, porque a gravidade é outra ilusão. Se nós não acreditarmos nela, nós não iremos estar sujeitos às suas leis. Não existem leis a não ser que nós acreditemos que elas existam. Amor infinito é a única verdade, tudo o mais é ilusão. Pessoas têm levantado carros para salvar seus filhos: suas mentes em estado emocional altamente concentrado mudam as realidades e não ficam mais sujeitas às “leis” desta realidade que conhecemos. Todos conhecem fatos semelhantes a este. 

Muitos tentam fazer esses aparentes “milagres” com a chamada “iluminação” ou “avanço espiritual”, o que pode vir ser uma armadilha. Você não é um “deus vivo na Terra” por conseguir fazer esses truques que vêm do conhecimento de como nós criamos a realidade: os manipuladores estão usando essas técnicas o tempo todo. Essas habilidades podem ser usadas (e o são) por aqueles que desejam expor a ilusão e  ajudar as pessoas a despertarem dela. Mas não precisa ser assim: isso é apenas um conhecimento e você pode usá-lo da forma que desejar... 

10. No laboratório podemos gerar um holograma a partir de um feixe de luz emitido por um laser. Divide-se esse feixe em dois feixes: um vai diretamente à chapa fotográfica e, o outro vai para essa mesma chapa fotográfica após ser refletido pelo objeto a ser fotografado. Para reproduzir a foto do objeto, em 3 dimensões, usa-se o mesmo laser para iluminar o holograma gerado na etapa anterior. Uma das características espantosas do holograma é que cada parte contém o todo: se você cortar o filme holográfico em quatro partes e incidir o laser em cada um desses pedaços, eles não irão revelar quatro partes da cena fotografada, mas cada pedaço irá mostrar um versão menor de toda a cena. Você pode cortar a chapa em quantos pedaços quiser e eles sempre irão projetar a mesma imagem inteira (completa), quando o laser os iluminam. É exatamente porque o corpo humano é um holograma que cada célula contém toda a informação necessária para “crescer” um corpo inteiro. Portanto, pode-se clonar pessoas e animais a partir de uma única célula, usando-se sua informação genética contida no DNA (ácido desoxiribonuclêico).  

A Medicina convencional tende a rejeitar alternativas como a Acupuntura, a Homeopatia, a Reflexologia, as Medicinas Tradicionais Xamânicas, etc. Mas se ela não estivesse tão “hipnotizada” pelo cartel farmacêutico dos manipuladores, ela iria perceber que o corpo é um holograma e a base de tais terapias alternativas não poderia ser mais simples. A Reflexologia, por exemplo, baseia-se no entendimento de que diferentes partes do corpo (pés, mãos e orelhas) são espelhos de todo os órgãos e quando se trabalha sobre estas imagens refletidas, atua-se sobre o órgão da mesma forma. A mesma coisa acontece com a Iridologia: todos os órgãos do corpo estampados na íris dos olhos. Isto é perfeitamente lógico, já que o corpo é um holograma e cada parte do holograma contém a imagem do todo: cada célula contém o todo. A Acupuntura baseia-se nos sub-sistemas holográficos do corpo, assim como a Kiromancia, porque a mão contém informação de todo o corpo. O corpo holográfico é uma expressão do holograma que é o universo e o cosmos, assim como cada parte do corpo ( o Micro-Cosmos repete o Macro-Cosmos). 

O cérebro não é a alma, o cérebro é um computador usado pela mente e portanto os cientistas nunca conseguiram localizar onde, no cérebro, encontra-se a alma. Eles nunca irão encontrar, porque a alma não está lá. Nós não pensamos com o cérebro, mas através do cérebro, na nossa realidade dos 5 sentidos. A ciência oficial também não localizou a área do cérebro que contém a memória, porque a memória, o “disco rígido do computador” está espalhada por todo o cérebro, já que o cérebro é um holograma e cada parte contém o todo. Pessoas já tiveram boa parte do cérebro removidas, por causa de tumores e surpreendentemente não perderam certas memórias específicas. O holograma tem uma enorme capacidade de armazenar informação: pode-se armazenar muitas cenas em um mesmo filme holográfico, por exemplo, e mudando-se o ângulo de incidência da luz do laser, escolher qual a cena que se quer ver. Nossa memória funciona de forma semelhante: possuímos memória fotográfica holográfica. Pessoas podem “ler” objetos, como relógios e jóias, e tirar deles informações detalhadas de suas histórias e dos donos, porque os objetos são hologramas que registram essas informações. Os hologramas de nosso corpo armazenam a memória de todos nossos sentidos. Quando, por exemplo, cheiramos algo isso pode acionar uma memória tão poderosa como quando vemos ou escutamos algo que nos lembra uma certa experiência. A memória holográfica estende-se além do cérebro para todo o corpo holográfico. O holograma do corpo contém a memória do holograma do cosmos e assim por diante. Tudo está conectado com tudo. Tudo É tudo. A Matriz não pode dividir o todo em partes porque a Unicidade é sempre a Unicidade, mas a Matriz pode dar a ilusão de divisão e de polaridade, e isso é o que ela faz, manipulando nosso sentido de realidade. Divisão e polaridade são ilusões, porque tudo é Um. 

11. Vejamos algumas informações sobre nossos sentidos holográficos. Todos os nossos 5 sentidos são holográficos e estão localizados por todo o corpo-holograma. Sim, até a nossa visão. É claro que não precisamos de olhos para ver, quando analisamos os inúmeros relatos daqueles que passaram pelos fenômenos de experiência “fora-do-corpo” e de “quase-morte”. Eles se desprendem de seus corpos e de seus olhos físicos, mas eles continuam a ver. Isto é possível porque a mente não vê, apenas decodifica padrões de freqüência em ilusões holográficas que ela pensa que vê (gnosia visual). É uma realidade virtual e você não precisa de olhos para ver aquilo que sua mente está pensando, porque isso tudo está acontecendo “aqui dentro” e não “lá fora”. Se algo pode decodificar freqüências em hologramas, este algo pode “ver”. Como todas as consciências podem fazer isto,  tudo pode ver e cada parte do corpo holográfico possui “olhos”. Portanto, podemos ver através de qualquer parte do corpo, já que o corpo é um holograma. Experimentos mostram que ratos continuam a ver perfeitamente com 90 % do córtex visual do cérebro removido e gatos continuam a ver após 98 % de seus nervos ópticos deixarem de funcionar. Muitos experimentos mostraram que certas pessoas podem ver e ler através das mãos, com seus olhos vendados. As mãos e todas as outras partes do corpo podem enviar mensagens ao córtex visual no cérebro, de onde nós “vemos”. De fato, não precisamos, inclusive, de cérebro para ver, isto é mais um nível da ilusão. Por acaso o Infinito precisa de olhos e de um cérebro para ver?? 

Paul Bach-y-Rita, um neurocientista e médico na Universidade de Wisconsin em Madison, Estados Unidos, diz: “você não vê com os olhos. Você vê com o cérebro (indo mais além: você vê com a mente). Quando uma imagem atinge a retina do olho, ela torna-se pulsos nervosos sem diferença daqueles que vêm do dedão do pé”. Informação entra nos olhos como um padrão de freqüências e o cérebro o transforma em uma imagem 3D. Como cada parte do holograma contém o todo, cada parte do corpo - a mão, o pé, o joelho - tem a capacidade de passar padrões de freqüências para o cérebro, que os transformam em hologramas que nós podemos “ver”. Isto significa que as pessoas realmente possuem “olhos nas costas”, como se diz. Já ouvi falar de pessoas que conseguem ver em 360 graus quando elas entram em estados alterados de consciência, que fazem com que elas se sintonizem a esses sentidos, retirando o foco da realidade de consenso dos 5 sentidos. Tudo perfeitamente explicável de uma perspectiva holográfica. A revista Life reportou que uma russa chamada Rosa Kuleshova podia ler com a ponta dos seus dedos e outros podiam fazer o mesmo com outras partes de seus corpos, como nariz e orelha. David Eisenberg, da Harvard Medical School, comenta que duas irmãzinhas chinezas podiam ler com suas axilas!

Paul Bach-y-Rita e outros descobriram que nós podemos ver através da língua. Eles desenvolveram um dispositivo para estimular a habilidade da língua para perceber imagens e isto tem permitido a pessoas cegas recuperarem a visão. Um relatório diz: “a língua, um órgão do paladar e do tato, pode parecer um substituto improvável dos olhos. Afinal, ela está normalmente escondida dentro da boca, insensível à luz, e não conectada aos nervos ópticos. Porém, um volume crescente de pesquisas indica que a língua pode ser o segundo melhor lugar do corpo para receber informação visual do mundo e transmiti-la para o cérebro”. Pesquisas anteriores têm usado a pele como uma rota para as imagens que chegam ao sistema nervoso. Pessoas conseguem decodificar pulsos nervosos como informação visual que vêm de outras fontes, que não os olhos, mostrando quão adaptável e plástico é o cérebro. A maioria das pessoas não acessa estas habilidades inatas porque elas não sabem que elas as possuem e elas não acreditam que elas as possuem. Nós somos o que nós pensamos que somos e nós conseguimos fazer aquilo que nós acreditamos que nós podemos fazer. Cada parte do holograma possui os sentidos do todo e é consciente. No livro “O Universo Holográfico”, Michael Talbot conta que ele estava tendo um problema com o baço e ele estava usando visualização para tratar o problema, usando sua mente para rebalancear o holograma constituído pelo baço. Uma noite ele ficou frustrado com o processo e, na privacidade de seus próprios pensamentos, deu a seu baço uma reprimenda por não responder com suficiente rapidez. Alguns dias depois ele foi consultar uma vidente sobre sua saúde e ela identificou o problema no baço e, então, parou, parecendo confusa, antes de dizer: “seu baço está muito perturbado com algo. Por acaso você tem gritado com o seu baço?”. Ela disse que o baço ficou doente porque ele pensou que isso era o que Talbot queria. Ele tinha dado mensagens erradas, ela disse, e agora o baço estava confuso. “Nunca, nunca fique com raiva do seu corpo ou com seus órgãos internos”, ela disse, “apenas envie mensagens positivas para eles”. 
12. A Matriz dos manipuladores procura construir uma realidade de consenso na qual a mente humana coletiva, o inconsciente coletivo de Jung, aceita a “verdade” prevalente que ela está programada para acreditar. Quanto mais isso acontece, mais poderosos são os padrões de pensamento que mantêm a realidade manipulada coesa e mais densos os hologramas irão parecer. Nós estamos nos hipnotizando mutuamente através da aceitação e imposição das normas, que leva a compartilharmos das mesmas ilusões básicas. O objetivo é solidificar a ilusão de consenso ainda mais, removendo os desafiantes e as alternativas a ela. 

A realidade da Matriz está construída com pensamentos ilusórios altamente desbalanceados (medos) que produzem padrões vibratórios de baixa freqüência. Aqueles presos à ilusão da Matriz ressoam nesses padrões e quanto mais preso você está, mais devagar será sua vibração. Cria-se um círculo vicioso com ambos, a prisão e os prisioneiros, contribuindo para a sobrevivência da Matriz.

Até que esses padrões de freqüência sejam desafiados por aqueles que vibram na Unicidade e na harmonia, a Matriz irá prevalecer, já que medo e desarmonia são a Matriz. A analogia mecânica desse fenômeno pode ser observada, por exemplo, quando colocamos dois violinos próximos um do outro: ao acionarmos uma corda em um dos violinos, a mesma corda do outro violino irá começar a vibrar, no que é chamada de ressonância simpatética. 

Quando temos um pensamento, nós estamos enviando ondas de som em freqüências que os 5 sentidos não podem ouvir (infrasom) e este som ressoa um padrão espacial de freqüência. Mude o som - o pensamento, a realidade - e o mundo muda. Parece que esses campos de pensamento formam vórtices, como redemoinhos em uma pia, que podem tornar-se fixos e rígidos, correspondendo a opiniões fixas, pontos de vista imutáveis e senso rígido da realidade, que resistem a mudanças. 

O que acontece quando uma pessoa desafia o sistema e oferece uma outra realidade? Ela é ridicularizada, condenada, despedida, marginalizada, atacada financeiramente, aprisionada ou, mesmo, morta. O que está realmente acontecendo em um nível vibracional? É a expressão dos 5 sentidos do padrão de energia da Matriz que está forçando a corda vibrante desajustada a entrar na linha. Podemos ver as conseqüências em tais rebeldes sendo atacados de várias formas, pois para a Matriz eles representam um tom de freqüência diferente que precisa ser jogado de volta para a linha vibracional prevalente da Matriz. É comum vermos políticos que começam desafiando o sistema e, depois, tornam-se advogados dele. 

Não podemos acabar com a prisão da Matriz reagindo “lá fora” com armas, bombas, raiva e ódio, porque isso irá tornar a freqüência da Matriz ainda mais forte, contribuindo para o seu padrão de desarmonia. A solução encontra-se “aqui dentro”, mudando os nossos padrões próprios de vibração e nos conectando com a Unicidade, a harmonia e o amor. Se mudarmos a nós mesmos, nós mudamos o nosso mundo, nossa realidade. A Matriz é uma construção vibracional e para remover seu controle temos que romper o poder vibracional que ela tem sobre nós. Na realidade, a maior parte desse 'poder' é simplesmente nossa ignorância de que tal controle existe. 

Nós estamos criando o nosso próprio universo, um único para nós. Quanto mais você redefine sua realidade, com relação ao consenso, mais você irá se destacar da multidão e ser um prego acima do resto. A razão dos manipuladores  procurarem martelarem essas pessoas de volta para o conjunto dos outros pregos bem enfiados em uma base de madeira é que elas ameaçam sabotar a própria realidade de consenso da qual a Matriz depende. Essas pessoas mostram que existe mais de uma realidade possível. Os visionários são pessoas perigosas para os manipuladores e eles desejam se ver livres delas. Uma pessoa independente é um demônio para um manipulador da realidade de consenso! 

Quando nos for dito para fazer ou acreditar em algo, pergunte: “quem decidiu isso?”, “por que devo fazer ou acreditar nisso?”. Eu sou o Um Infinito, não TENHO que fazer ou acreditar em nada que eu não queira. Melhor, nem faça essas perguntas... 

13. Que momento excitante para estar aqui nesta ilusão dos 5 sentidos! Nós estamos voltando para casa, apesar de nunca termos partido! Apenas nos enganamos que tínhamos partido! A gargalhada é muito importante nisto tudo. Não existem lágrimas no “céu”; nem sofrimento no Um. O que podemos fazer, a não ser gargalhar? Aqui estamos correndo em torno de um laço no tempo, como um rato em sua roda giratória, acreditando em um tempo que não existe. Quanto mais rápido nos movemos para frente, mais rápido nós vamos para trás, quando, na verdade, nunca vamos a lugar nenhum. Que gozação! Nossos corpos apenas “morrem” porque nós pensamos que eles morrem. Nós apenas sentimos dor e ficamos doentes porque nós pensamos que isso ocorre. Nós ficamos velhos porque nós pensamos que nós ficamos. Nós batemos a cabeça contra uma parede sólida que não pode ser sólida; nós chutamos nosso dedão na perna da mesa, apesar da mesa ser uma ilusão, assim como o dedão. Nós temos medo do futuro, apesar de não existir futuro. Nós lamentamos o passado, quando não existe passado. Nós temos medo do desconhecido apesar de termos o conhecimento de Tudo que existe. Um sábio chinês disse: "finalmente, no fim quando tudo está terminado e todas as questões foram respondidas, não existe mais nada a fazer a não ser sentar e dar uma ótima gargalhada".

Você quer dizer que a Lua não é real? Não é. E que tal o Sol? Também não é? Mas eu estou caminhando sobre a Terra, certo? Não, você está de pé sobre sua mente. OK, te vejo amanhã? Não existe amanhã. Está acontecendo agora, exatamente como ontem. Que hora são? Aquela que você pensa que é. Você está brincando, certo? Está me tirando um sarro? Não, é verdade, honestamente. Isso é realmente verdade? Sim, se você pensa que é! Somos uma Unicidade Infinita. Nós não podemos morrer e nós somos aquilo que escolhemos ser por toda a eternidade. O que acontece, nós fazemos acontecer e temos o poder infinito para mudar.


Fonte: Uma Nova Era

terça-feira, 15 de maio de 2012

Alimentos S/A






Sinopse:

Por Andrea Vialli (Blog Estadão)

O documentário faz uma incursão sobre os modos de produção da comida que chega às nossas mesas todos os dias, desde o modo como os animais “para fins industriais” são criados e abatidos, o excesso de uso de hormônios e antibióticos – que faz com que frangos engordem em tempo recorde – , a inserção na alimentação de variedades de soja geneticamente modificadas que resistem ao mais forte dos pesticidas, entre outros recursos utilizados pelas companhias para “aumentar a produtividade” – e que, em última instância, faz a comida ficar cada vez mais distante de sua natureza. Isso somado aos impactos à saude, como o aumento da incidência de obesidade, diabetes e contaminação por E.Coli decorrentes dessa ‘desnaturalização’ da comida.

Mas o filme aponta também caminhos, e mostra que está nas mãos do consumidor pressionar a indústria e as cadeias de supermercados por mudanças. A tão falada opção pelos orgânicos e alimentos produzidos localmente, por pequenos produtores, é apontada como um desses caminhos. Infelizmente, o preço ainda é um empecilho para muitos adotarem o orgânico como carro-chefe da alimentação. Esses dias, no supermercado, comparei o preço do frango produzido sem hormônios e antibióticos com o frango convencional. O frango livre de química custava 5 vezes mais que o convencional. Claro que, se mais consumidores buscarem essas alternativas, elas tenderão a baratear.



Wikipédia (Inglês)

Trailer (Legendado)

Dados do Arquivo:

Direção: Robert Kenner
Qualidade: DVDRip
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 700 MB
Duração: 01:33:44
Formato: AVI
Servidor: Mediafire



Download:


Créditos: docprimus

sábado, 12 de maio de 2012

Kymatika

Seqüência do documentário Esoteric Agenda
Créditos: Tradução da legenda ( Jamila ).
Sinopse:
Cymatics (do grego “κύμα” (kyma), que significa “onda” e “τα κυματικά” (ta kymatica), que significa “assuntos relativos às ondas”), é o estudo dos fenômenos de onda, liderada pelo suíço médico e cientista natural Hans Jenny (1904-1972).
Ben Stewart, o brilhante jovem músico e filósofo, criador de “esotérica Agenda” lançou o seu segundo documentário” Kymatica “
Kymatica (do grego “ta kymatica” que significa “assuntos relativos às ondas”) empreendimento para o reino de Cymatics e discutir assuntos de espiritualidade, estados alterados da mente, o ego, e responsabilidade pessoal.
O filme centra-se na consciência humana e universal e assinala psique doença que a humanidade tem induzido pela criação insana ilusão, que é a principal causa de dor e sofrer. Avança mais em aspectos metafísicos e conecta antigos mitos e a história escondida com modernas formas de sociedade e resultado político. Explica xamanismo, dualidade, e a realidade por trás DNAs e modernas falsas crenças.

Download do documentário: Em torrent e com legenda em Pt-Br
http://www.easy-share.com/1903975241

Fonte-Arauto do Futuro 

 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Agenda Esotérica



Sinopse

O documentário alega a existência de um plano secreto que está a ser realizado por uma elite sombria, que tenta preparar o público para a Nova Ordem Mundial que chega a 21 de Dezembro de 2012, em sincronização com o calendário maia.

As sociedades secretas da Maçonaria e dos Illuminati incluem-se nos conspiradores, assim como as linhagens comuns de importantes políticos britânicos e americanos.

O documentário afirma que o aquecimento global é um mito, os Pais Fundadores dos EUA eram pagãos, a Revolução Americana foi intencionalmente projetada pela Inglaterra e pelos Filhos da Liberdade (uma organização secreta de patriotas americanos), e que Israel foi fundada por cultos egípcio e sumérios.

O documentário também implica envolvimento por parte dessa conspiração na fluoretação da água e no Codex Alimentarius.





sexta-feira, 13 de abril de 2012

A PÁGINA NEGRA DO CRISTIANISMO - 2000 ANOS DE CRIMES, TERROR E REPRESSÃO



Prefácio
Há cerca de 2000 anos, nascia na Galiléia um fundador de seita, que acabaria crucificado uns trinta anos mais tarde. Algumas de suas últimas palavras na cruz foram "Dêem-me de beber". E só. A seita que ele tinha fundado tornar-se-ia, com o passar dos anos, a maior de todos os tempos. Ela tomará o poder político dentro do Império Romano, abolirá a liberdade de religião, depois ajuntará montanhas de cadáveres: os seus membros massacrarão milhões de "infiéis", "hereges", "feiticeiras" e outros, depois se matarão entre eles próprios, levando a Europa às guerras mais ferozes que ela conheceu. Um passado destes poderia incitar à modéstia, mas os cristãos reivindicam, pelo contrário, o monopólio da ética. Proclamam que adoram o Deus único, que deus é "amor", e se consideram melhores que o resto da humanidade.

Única ideologia capaz de dividir com o comunismo e o nazismo o pódio dedicado às ideologias mais mortíferas da história humana, o cristianismo mantém-se uma ideologia dominante em muitos países ocidentais, como o "gendarme do mundo", os EUA. Chegou a hora de abrir o "Livro Negro do Cristianismo: 2000 anos de terror, perseguições e repressão", que resume algumas das piores atrocidades cometidas em nome dessa ideologia que pretende promover o amor ao próximo.

Ano um
"Os deuses não estavam mais, e Deus não estava ainda."
 
O Império Romano garantia a liberdade de culto. O ateísmo e a razão dominavam. É nessa época que nasce um sujeito que, segundo dizem certos judeus, perdeu o juízo porque leu o Tora demasiadamente jovem. Ele funda uma seita que visa proibir o culto dos outros deuses, exceto o seu. O sujeito é finalmente morto, mas a seita se expande com o êxito que se conhece.

O culto da personalidade do fundador da seita atinge, nos cristãos, um nível que mesmo o estalinismo não conseguirá igualar: o fundador é proclamado "verdadeiro homem e verdadeiro Deus", ("Deus-Homem", em linguagem comum). 

Os que duvidam disso são proclamados imediatamente hereges, e sofrerão mais tarde os raios da Inquisição. A partir do século IV da nossa era, começará o assassinato dos não-crentes pelos cristãos.

Anos 50-70
A seita cristã se desenvolve. Textos gregos, escritos por membros da seita fora da Palestina ("Os evangelhos") relatam a vida do fundador: nascido duma virgem, que se manterá virgem mesmo tendo vários outros filhos, ele terá sarado doentes, mas também amaldiçoa uma figueira que fica instantaneamente seca, e fará precipitar num lago centenas de porcos que lhe não pertenciam. Este personagem, que defende os pobres mas também afirma que "aqueles que têm tudo serão louvados, e àqueles que nada têm, o pouco que têm ser-lhe-á retirado", um pouco patético quando amaldiçoa uma figueira ou se deixa crucificar, é declarado a incarnação do "Deus único". O fato de, segundo os evangelhos "canônicos", as suas últimas palavras sobre a cruz terem sido "Dai-me de beber" não parece perturbar os adeptos da seita, que se expande por todo o Império.

A intolerância religiosa dos cristãos, que visam abertamente, desde o início, impor uma interdição aos cultos de deuses que não o seu, o qual eles insistem ser o "único Deus", começa logo a atrair a atenção da justiça romana, que defende a liberdade de culto, a qual é um dos pilares dessa sociedade complexa e multicultural que é o Império Romano dos primeiros séculos da nossa era. A propaganda cristã inverte habilmente a situação. Os condenados pela justiça romana são declarados "mártires" e os seus restos são venerados nas igrejas, inventando-se a lenda de eles terem sido executados por terem "recusado a renegar a fé", desculpa essa bem melhor do que a verdade nua, que mostra que foram condenados por desordem e imposição da intolerância religiosa na sociedade multicultural.

Ano 312
Tomada do poder pelos cristãos. No fim duma guerra civil, Constantino toma o poder. Pouco depois ele se converte oficialmente ao cristianismo, e "autoriza", num primeiro tempo, o culto do deus único cristão, pelo Édito de Milão: é o início da perseguição religiosa na Europa. Pouco a pouco o culto dos outros deuses, exceto o deus cristão, vai sendo proibido. Os santuários clássicos serão destruídos ou transformados em igrejas cristãs. No fim do século IV, não haverá mais nenhum templo pagão em toda a bacia do Mediterrâneo.

Ano de 380
O imperador Teodósio proclama oficialmente o Cristianismo a única "Religião de Estado". Mas ainda será necessário esperar mais 12 anos para que todos os outros cultos sejam definitivamente proibidos.

Ano de 389
Teófilo, hoje Santo Teófilo, é nomeado patriarca de Alexandria e inicia imediatamente uma violenta campanha de destruição de todos os templos e santuários não-cristãos. Tem o apoio do pio imperador Teodósio. Deve-se a Teófilo a destruição, em Alexandria, dos templos de Mitríade e de Dionísio. Essa loucura destruidora culmina em 391 com a destruição do templo de Serapis e da sua biblioteca. As pedras dos santuários destruídos serão usadas para edificar igrejas para a nova religião única, a cristã.

Em seguida e para demonstrar que ele é capaz de perseguir também cristãos (na medida em que eles não sejam 100% ortodoxos), Teófilo comanda pessoalmente as tropas que atacam e destroem os mosteiros que aderiram às idéias de Orígeno, um teólogo cristão que foi declarado herege porque afirmava que deus era puramente imaterial.

Ano de 389
Pela primeira vez, um chefe cristão dita a um imperador, a política a ser seguida: Santo Ambrósio de Milão, levanta-se em plena catedral, e com o sentido de caridade tão particular aos cristãos, impõe que o imperador anule a ordem que dera ao bispo de Calinicum, sobre o Eufrates, para que reconstruísse uma sinagoga que ele e a sua congregação tinham destruído. A igreja toma partido assim, desde o princípio, dos incendiários de sinagogas, posição que continuará a manter até ao ano de 1940.

Início dos anos 390
O piedoso imperador cristão Teodósio interdita progressivamente todos os cultos não cristãos. Pouco a pouco, os templos não cristãos são fechados ao culto, as procissões "pagãs" são proibidas. Esta supressão da liberdade de religião, em proveito exclusivo do cristianismo, causa por vezes revoltas, como a de 408, em Calama, na Numídia. É nessa época que acontecem na Germânia as primeiras execuções de hereges, uma bela tradição que a igreja desenvolverá com a Inquisição e a perpetuará até 1826.

Ano de 391
Uma multidão de cristãos, guiados por Santo Atanásio e Santo Teófilo, deitam abaixo o templo e a enorme estátua de Serapis, em Alexandria, duas obras-primas da antigüidade. A coleção de literatura do templo também é igualmente destruída.

Ano de 412
Cirilo, hoje Santo Cirilo, doutor da Igreja, é nomeado bispo de Alexandria e sucede a seu tio Teófilo. Excita os sentimentos anti-semitas difundidos entre os cristãos da cidade e, à frente duma multidão de cristãos, incendeia as sinagogas da cidade e faz fugir os judeus. Em seguida encoraja os cristãos a tomar os bens dos fugitivos, deixados para trás.

Ano de 415
Hepatia, a última grande matemática da Escola de Alexandria, filha de Theon de Alexandria, é assassinada por uma multidão de monges cristãos, incitados por Cirilo, patriarca de Alexandria, que será depois canonizado pela Igreja. O motivo dessa ação foi que a brilhante professora de matemática, representava uma ameaça para a difusão do cristianismo, pela sua defesa da Ciência e do Neoplatonismo. O fato dela ser mulher, muito bela e carismática, fazia a sua existência ainda mais intolerável aos olhos dos cristãos. A sua morte marcou uma reviravolta: após o seu assassinato, numerosos pesquisadores e filósofos trocaram Alexandria pela Índia e pela Pérsia, e Alexandria deixou de ser o grande centro de ensino das ciências do mundo antigo. Além do mais, a Ciência retrocederá no Ocidente e não atingirá de novo um nível comparável ao da Alexandria antiga senão no início da Revolução Industrial. Os trabalhos da Escola de Alexandria sobre matemática, física e astronomia serão preservados, em parte, pelos árabes, persas, indianos e também chineses. O Ocidente, pelo seu lado, mergulha no obscurantismo, do qual começará a sair mais de um milênio depois. Em reconhecimento pelos seus méritos de perseguidor da comunidade científica e dos judeus de Alexandria, Cirilo será canonizado e promovido a "Doutor da Igreja", em 1882.

Séculos V a XV
A "Idade Média Cristã". Aproveitando o desaparecimento das grandes bibliotecas romanas e na ausência quase total da atividade editorial na Europa, a igreja obtém, de fato, um monopólio sobre o conjunto da escrita e da informação. O povo é deixado propositadamente na ignorância, a leitura da Bíblia é desencorajada mesmo no caso de se ter acesso a um exemplar. Pouco a pouco, a igreja impõe o seu domínio sobre a sociedade. A inquisição, o celibato dos padres, o caracter obrigatório de casamento antes de qualquer relação sexual, são todas instituições que datam dessa época. É também nessa época que se desenvolve o que se tornará uma das mais ricas tradições cristãs: queimar pessoas vivas. Cerca de um milhão de "bruxos" serão torrados durante a Idade Média. As cidades concorrerão para tentar bater recordes de quantidade de bruxos queimados por ano. Um recorde imbatido foi estabelecido pela cidade de Bamberg, sede do episcopado, que conseguiu assar 600 feiticeiros num só ano.

Um grande número de membros da igreja atual ainda lamenta o fim dessa época, quando a igreja dominava totalmente a vida social. Religiosos (e outros) cristãos lembram com saudade, a "espiritualidade" da época, a arte que deu grande ênfase à morte - assunto que sempre apaixonou os cristãos, e a música envolvente.

Ano de 804
O imperador cristão Carlos Magno converte grande número de saxões, propondo-lhes a seguinte escolha: converter-se ao catolicismo ou serem decapitados. Vários milhares de cabeças caem, com a bênção da igreja: os sacerdotes presentes participam da jogada do imperador.

Século IX
Cisma do oriente. O patriarca de Constantinopla pretende que se deve utilizar o pão com levedura, para a Eucaristia. O Papa, bispo de Roma, afirma que se deve usar pão sem levedura. Com base neste problema de capital importância, a cristandade se divide, e os dois patriarcas, de Roma e de Constantinopla, se excomungam mutuamente. O Cisma vai provocar mortes até aos anos 90 (guerras nos Balcãs, ex-Iugoslávia, de católicos contra ortodoxos).

Ano de 1182
Os "pogroms" latinos de Constantinopla. Na cidade do piedoso patriarca que come pão levedado, estabeleceu-se, desde o início de século XII, uma colônia de mercadores "latinos", essencialmente originários de Veneza, Génova, Pisa e Amalfi. Mas essas pessoas têm tudo para desagradar aos prelados ortodoxos: além de utilizarem o pão sem levedura para a Eucaristia, fazem o sinal da cruz no sentido errado, da esquerda para a direita e não da direita para a esquerda! Os popes excitam a populaça e enfim, nos dias radiosos de maio de 1182, a multidão guiada pelos popes pegam os latinos: vários milhares deles, homens, mulheres e crianças são trucidados.

Séculos XI e XII
Em face do crescimento da população da Europa, a Igreja propõe um método de controle populacional "natural": as cruzadas. O apelo às cruzadas foi lançado em 1095. Em 1099 Jerusalém é "libertada": logo que as tropas cruzadas entraram na cidade, o governador muçulmano rendeu-se sob a promessa da população civil ser poupada. Claro, a totalidade da população (que compreende essencialmente judeus e muçulmanos) é passada pelas armas nas horas seguintes, mas com o cuidado de antes violentar todas a mulheres e decapitar as crianças. Estima-se em 70.000 o número de civis massacrados. A última fase do massacre passa-se nas sinagogas e mesquitas da cidade, onde os habitantes aterrorizados se refugiaram: pensam que o caracter religioso dos locais possam inspirar os piedosos cruzados à clemência. Nada disso acontece: os cruzados entram e transformam os locais de culto em vastas carnificinas. O massacre de milhares de civis amontoados na grande mesquita da esplanada do templo dura várias horas. "Tudo o que respira" na cidade foi morto, informam com orgulho os comandantes dos cruzados.

Ano de 1204
A 4a Cruzada fez uma parada em Constantinopla, na época a maior cidade cristã. Mas os cristãos sabem fazer entre eles o que fazem aos outros: durante três dias, Constantinopla foi posta a saque, com uma orgia de violências indescritíveis.

Anos de 1208 a 1244
Cruzada dos Albigences: por iniciativa do papa Inocêncio III, uma cruzada é preparada.
Em 1209, como alguns "hereges" se haviam misturado com a população de Beziers, o duque Simon de Monfort deu uma ordem que lhe assegurou a posteridade: "Matem-nos todos, deus reconhecerá os seus". Toda a população, homens, mulheres e crianças são passados pelas armas. A Provence e a região de Toulouse ficam muito despovoadas após essa guerra que é dirigida contra a população civil, com uma ferocidade sem precedentes desde as invasões bárbaras.

Anos de 1226 a 1270
Luís IX, rei de França. Finalmente um católico, de reputação piedosa e íntegra, acede à coroa de França. A igreja o canoniza em 1290, em reconhecimento de seus méritos que, ninguém duvida serem excepcionais. De fato, durante o seu reinado, São Luís lança duas cruzadas, que terminam as duas de modo catastrófico: pouco importa, é a intenção (de matar e de pilhar) que conta, aos olhos da misericordiosa igreja católica! No plano interno, São Luís faz de modo que a justiça puna de modo sistemático os blasfemeadores: são postos nos pelourinhos e têm as suas línguas atravessadas por ferros em brasa.

Ano de 1231
Fundação da Inquisição. O Santo Ofício, durante toda a sua história, queimou mais de um milhão de pessoas, essencialmente hereges, judeus e muçulmanos convertidos e também os "bruxos". A última feiticeira será queimada em 1788. O último "herege" chegará à sua vez em 1826. A inquisição e os seus imitadores protestantes queimam também médicos e cientistas, desde que haja uma oportunidade.

A igreja nunca se arrependeu dos atos da Inquisição e até garantiu a continuidade histórica da instituição até aos nossos dias, limitando-se apenas a mudar-lhe o nome: será necessário esperar que Pio X, em 1906, faça que o "Santo Ofício da Inquisição" seja renomeado como "Santo Ofício", e em 1965, para que seja rebatizado como "Congregação para a doutrina da fé". Enfim em 1997, o papa abre os arquivos do Santo Ofício, e historiadores escolhidos a dedo, são autorizados a fazer pesquisas. As estimativas do número total de vítimas da inquisição são então revistas para cima, havendo um consenso que roda hoje em torno de um milhão de pessoas executadas, ao qual é necessário acrescentar as inúmeras pessoas torturadas e com todos os seus bens apreendidos.

Ano de 1251
O papa Inocêncio IV autoriza enfim a inquisição a praticar a tortura. A obtenção das confissões de culpa é grandemente facilitada. A inquisição pode aplicar, com base em confissões arrancadas através de tortura, penas indo duma simples oração ou dum jejum até à confiscação dos bens e mesmo prisão perpétua. Mas ela não pode condenar à morte. Com a subtileza característica da igreja católica, a inquisição podia "passar" um herege para a justiça comum, que o levará à morte na fogueira, com base na confissão obtida pela igreja, mesmo com tortura. Essa subtilidade permitirá à igreja afirmar que ela nunca matou ninguém...

Anos 1347 a 1354
Em toda a Europa reina a Morte Negra, a primeira grande epidemia de peste no continente. Os prelados católicos logo descobriram os culpados: os judeus teriam envenenado os poços de água. Esse boato espalha-se por toda a Europa e inúmeros "pogroms" acontecem. Na Alemanha contam-se 350 comunidades judias totalmente destruídas pelos "pogroms", nesse período. Na Itália, em Milão, as autoridades civis e eclesiásticas, depois de terem executado no braseiro os "untori" judeus, inauguraram uma coluna comemorativa para lembrar o seu feito. Essa coluna passou à História com o nome de "Coluna infame", quando, no século XIX , o romancista Manzoni teve, em primeira mão, a coragem de denunciar esse monumento à perversão religiosa.

Ano de 1483
Tomás de Torquemada é nomeado Grande Inquisidor de Castela. Esse monge dominicano faz uma ampla utilização da tortura e da confiscação dos bens das vítimas. Estima-se em 20.000 o número de pessoas queimadas durante o seu mandato.

Ano de 1487
Dois monges dominicanos alemães, Jacob Sprenger e Heinrich Institoris publicam o "Malleus Malleficarum": trata-se dum espesso volume de 400 páginas que é um guia (claro que aprovado pela hierarquia católica) de caça às bruxas. Lá se pode aprender a identificá-las (p. ex. se uma mulher acariciar um gato preto e a centenas de metros alguém se sentir mal, etc), a torturá-las para as fazer confessar, e como os inquisidores podem se absolver mutuamente, depois duma sessão de tortura. A obra afirma também que negar a existência da feitiçaria é uma heresia muito grave, passível de morte na fogueira. Durante dois séculos e meio, na Alemanha, depois da publicação do Malleus Malleficarum, negar a bruxaria podia levar ao braseiro. O manual foi um "best-seller"...

Ano de 1492
O rei "muito católico" e a rainha "muito católica" (títulos dados pelo papa em pessoa!) de Espanha, expulsam os judeus. Eles podem escolher se converter, para então poderem ser justiçados pela inquisição (que queimará grande número deles) ou partir. Mais de 160.000 judeus saíram da Espanha. A hierarquia católica não fica indiferente a essa medida duma crueldade assustadora: ela aprova a medida, e o papa encoraja os outros soberanos europeus a se inspirarem no exemplo espanhol. Em toda a Europa os padres católicos se mobilizam para obrigar os governos a proibir a entrada dos judeus expulsos.

Os judeus que escolheram se converter são perseguidos pela inquisição com uma impressionante determinação: até ao século XVIII, far-se-á o "Teste da banha de porco" aos judeus convertidos e seus descendentes: uma salada com pedaços de carne e banha de porco é apresentada ao "convertido". Se for notado que ele não comeu a carne suína, será queimado como "falso convertido". Esse método será também aplicado aos muçulmanos e seus descendentes.

Se a expulsão dos judeus de Espanha foi a maior do gênero registrada na História, não foi a primeira. Na França, os prelados católicos tinham já conseguido a expulsão dos judeus em 1306, e que foi logo revogada, antes de ser confirmada em 1394. A Inglaterra já tinha procedido à expulsão em 1290. Em 1496, Portugal imita o seu poderoso vizinho, expulsando também os judeus.

Ano de 1493
O primeiro índio da América no paraíso. Quando Cristóvão Colombo, que teve o cuidado de levar um monge nas bagagens, chega à América, ele encontra os índios que ele descreverá como gente amigável e solícita. Prende 12 deles e os leva para Espanha. À chegada, um deles fica doente: antes da sua morte, é batizado rapidamente, o que permite a corte dos muito católicos reis exultar, porque um indígena do Novo Mundo acabava de entrar no paraíso cristão. Esta triste história marcará o início da trágica cristianização dos índios americanos, onde os episódios dos redutos do Paraguai e as perseguições aos índios Pueblo serão alguns dos mais trágicos.

Ano de 1499
Acontece neste ano o maior "auto da fé", que a História registra. Em um só auto de fé, o inquisidor Diego Rodrigues Lucero queima vivos nada menos que 107 judeus convertidos ao cristianismo, em Córdova.

Século XVI
O drama dos castrados. A igreja, que tinha proibido que mulheres cantassem no coral das igrejas, enfrenta um problema trágico: como não torturar os ouvidos dos piedosos prelados de cristo, privando-os das vozes sopranas, tão importantes nos coros para louvar o amor a deus? Uma solução bárbara é encontrada: castrar jovens meninos cuja voz tenha sido considerada bela. Nos corais da Santa Igreja católica não faltarão assim nunca os sopranos e contraltos...

Esta prática bárbara só terminará em 1878, por ordem do Papa Leão XIII. Mas é mantida ainda durante o século XIX, ao ponto de Rossini, quando ele compôs a "Pequena missa solene", escrever, com naturalidade, que serão suficientes para executá-la, "um piano e uma dúzia de cantores dos três sexos, homens, mulheres e castrados".

Ano de 1506
"Pogrom" de Lisboa: 3000 judeus são trucidados pelos piedosos católicos, incitados pelos prelados.

Século XVI
Júlio II della Rovere, papa. Hábil chefe militar, ele veste uma armadura durante a missa, quando um monge insolente lhe diz que o traje não é conveniente. "Quando se trata de conquistar terras, deus não faz questão do traje, mas da fé do seu servidor", lhe responde, passando assim à História. Deus lhe permitiu, de fato, conquistar a cidade de Bolonha, que foi, como deveria, posta a saque.

Ano de 1521
Inspirado pelo Espírito Santo, que aparentemente não tinha que fazer, um monge alemão, Martin Luther, traduz do latim o "Novo Testamento", em algumas semanas. O diabo acaba de o tentar: Lutero não encontra coisa melhor a fazer do que lançar sobre ele um tinteiro, que suja a parede. Essa mancha está religiosamente preservada para os turistas do castelo de Wartburg.

O acontecimento pareceria insignificante. Mas não é, pois ele inaugura o maior cisma da cristandade: durante os séculos seguintes, os cristãos vão-se massacrar mutuamente ainda com mais entusiasmo do que quando eles matavam e queimavam os não-cristãos, os hereges, as bruxas, os judeus e muçulmanos convertidos, etc.
Lutero escreverá e dirá diversas vezes que era necessário queimar as sinagogas e escorraçar os judeus das cidades: ele se situa assim dentro da tradição dos pais da igreja católica, e que será mantida até ao século XIX pela inquisição e depois no século XX pelos camisas castanhas (seguidores de Mussolini).

Ano de 1527
Saque de Roma. Os soldados protestantes massacram a totalidade da população de Roma, umas 40.000 almas, e pilham a cidade. O papa é salvo pelos guardas suíços. Ele se fecha com eles no Castelo de Santo Ângelo, enquanto a população é massacrada. Ele passou um grande medo. Os suíços ganham assim uma fama profissional no estrangeiro, o que se perpetua até hoje.

Ano de 1553
Calvino, que condena os excessos da Igreja Católica, faz decapitar o livre-pensador e médico Michel Servet, que havia descoberto a circulação sanguínea. Esse é somente um dos 15 hereges que o reformador fez executar durante a sua ditadura sobre Genebra.

Calvino tem um papel muito ativo na prisão e depois na condenação à morte de Michel Servet. Primeiro ele troca correspondência com ele e depois que o médico, fugindo da inquisição, chega a Genebra, manda-o prender. Calvino havia dito a seu amigo, o reformador Farel, que se Servet entrasse em Genebra, de lá não sairia vivo. Ele manteve a sua promessa e interveio pessoalmente no julgamento pedindo a sua execução. A única clemência dada a Servet foi de decapitá-lo em vez de ser queimado vivo.

Ano de 1571
A invenção da imprensa permite que um número crescente de pessoas se informe. A igreja reage criando o Índex (Index Additus Librorum Prohibitorum): essa instituição editava regularmente a lista dos livros proibidos. A última edição do índex foi publicada em 1961.

Anos de 1566 a 1572
Pio V, papa. Este santo da igreja católica, vangloria-se publicamente diversas vezes de ter, durante a sua carreira de inquisidor, colocado fogo com suas próprias mãos de mais de 100 fogueiras de hereges que ele mesmo acusara, confundira e condenara.
Publica também uma nova edição do catecismo oficial da igreja, no qual o amor ao próximo e a misericórdia ocupam um lugar importante.

Anos de 1547 a 1593
Guerras de religião na França. As sub-seitas cristãs entregam-se a uma guerra civil sem perdão, interrompida por diversas pazes e tréguas temporárias. Durante uma delas, teve lugar o massacre de 20.000 protestantes, homens, mulheres e crianças, numa só noite, a tristemente célebre Noite de S. Bartolomeu (1572).

Fim do século XVI até ao início do século XVIII
Conversão forçada dos índios Pueblo. Subindo pela costa do golfo do México, os exploradores espanhóis, sempre acompanhados de monges e padres, entram em contato com a tribo dos Pueblo, no território que hoje pertence ao estado americano do Novo México: diferentes dos índios nômades das planícies do Norte e doutros indígenas mais combativos que os espanhóis encontraram no México e na América do Sul, os índios Pueblo vivem em aldeias (los pueblos) de casas de tijolos com 2 ou 3 andares, são pacíficos e praticam a agricultura. Seguem uma religião na qual se venera o "Pai do Céu" e a "Terra Mãe", temem os demônios (os Skinnwalkers) que andam pela crista das montanhas ao pôr do sol, veneram os corvos como reincarnação dos seus antepassados. Eles têm também um rico templo de deuses semelhantes aos dos gregos, sendo o seu deus principal a mulher-aranha. As cerimônias são celebradas em pequenas igrejas familiares, as Kivas. Estes pacíficos agricultores logo se tornam o objeto das atenções dos padres espanhóis, impacientes por substituir o culto ao Pai Céu e da Mãe Terra por aquele de cujo deus se bebe o sangue durante as cerimônias: os pajés índios são acusados de bruxaria e executados. As Kivas são destruídas pelos militares hispânicos. Os cultos religiosos tradicionais são proibidos, sob pena de mutilação. Índios surpreendidos a celebrar uma cerimônia tradicional terão um braço ou um pé cortados. Apesar disso tudo, alguns índios continuarão a fazer os seus cultos, em segredo e à noite. Os padres católicos usarão esse fato nos seus sermões e que os índios ainda hoje citam com amargura: os padres diziam que a religião dos índios era a das trevas, pois era sempre à noite, enquanto que o cristianismo era a religião da luz, pois se come a carne e se bebe o sangue do deus cristão em pleno dia... Diversas revoltas sangrentas pontuam a cristianização dos Pueblo. Essa perseguição religiosa só cessará depois da anexação do território pelos EUA, em 1847.

Ano de 1600
Giordano Bruno é queimado vivo em Roma, condenado por heresia. Ele havia ousado definir o Universo como infinito e admitido a hipótese da existência de formas de vida fora da Terra. Era demais para a igreja. Depois de 8 anos de processo, durante o qual lhe são arrancadas confissões, sob tortura, ele é condenado à morte como "herege obstinado e ímpio". Ele se defende tentando mostrar que as suas idéias não estão em contradição com as doutrinas cristãs, mas em vão. Ele foi queimado vivo, em público, em Roma, no Campo dei Fiori. Tiveram o cuidado de lhe cortar a língua antes de o enviar ao local da execução, para evitar todo o risco de que as suas palavras não emocionassem a multidão que veio assistir ao espetáculo. O seu principal acusador, o cardeal Bellarmino, será mais tarde canonizado e em 1930, proclamado "Doutor da Igreja".

É interessante notar que, se no caso de Galileu, a igreja católica expressou o seu arrependimento no fim do séc. XX, com a sua reabilitação em 1992, nunca se arrependerá da execução de Bruno. Pelo contrário, ela se opôs com veemência à instalação duma estátua de Giordano Bruno, em 1889. Em 1929, o papa pediu a Mussolini para que destruísse essa estátua, antes de canonizar e depois nomear "Doutor da igreja" o cardeal Roberto Bellarmino, acusador de Giordano Bruno.

Ano de 1609
Expulsão dos mouros de Espanha. Depois da expulsão dos judeus de Espanha, a inquisição se aborrecia um pouco nesse belo país. Lança então a caça aos "morescos", os árabes convertidos ao cristianismo. Há a suspeita de serem falsos convertidos e são executados todos os que se recusam a beber vinho ou comer carne de porco, ou que sejam limpos demais. Com efeito, o Islamismo, contrariamente ao cristianismo, prescreve lavagens periódicas. A higiene nunca foi tão perigosa como no séc. XVI em Espanha! Enfim, em 1609, temendo talvez ter deixado passar alguns falsos convertidos, a inquisição consegue do rei a expulsão dos "morescos" para o Norte da África. O número dos expulsos é mal conhecido: as estimativas variam entre 300.000 e 3.000.000. Os expulsos chegam a terras islâmicas, onde o Corão prevê a pena de morte para os que renegaram Mahomé...

Ano de 1633
Processo de Galileu. Por ter duvidado da teoria geocêntrica de Ptolomeu, (que diga-se de passagem, não era cristão), Galileo Galilei é obrigado a retratar-se: são-lhe mostrados os instrumentos de tortura que seriam usados se ele insistisse. O processo de Galileu só foi reaberto para revisão pelo papa João Paulo II, e Galileu é reabilitado em 1992.
As suas obras já tinham sido colocadas no Índex em 1616. Passará o resto da sua vida confinado na sua casa (prisão domiciliar). Foi a sua reputação internacional de cientista que lhe evitou consequências mais graves.

Anos de 1618 a 1648
Guerra dos 30 anos. Os muito católicos reis de Habsbourg, forçam a conversão dos seus súbditos protestantes da Boémia, iniciando a maior guerra que o continente europeu tinha conhecido. A população da Alemanha é reduzida à metade. Numerosas cidades são devastadas. Epidemias de peste assolam toda a Europa Central, desde a Lombardia à Prússia.

Trata-se realmente duma guerra religiosa, embora as igrejas tenham tentado fazer crer que se tratava dum conflito político: a guerra iniciou-se por conflitos religiosos e pela ação de reis estrangeiros, como Gustavo II da Suécia, que intervieram por razões de convicção religiosa. O caso de Gustavo II é particularmente significativo, pois obrigava os seus soldados a cantar canções religiosas todas as noites, embora eles fossem uns terríveis saqueadores. O exército sueco ganhou o título de "Schrecken des Krieges", pela população alemã, que teme a pilhagem dos suecos ainda mais do que as feitas pelos exércitos dos Habsbourg.

Segunda metade do séc. XVIII
O assunto das reduções do Paraguai. Este caso é particularmente interessante, pois aqui os católicos se massacram e se excomungam entre eles. Os jesuítas haviam estabelecido no Paraguai um pequeno império particular feito de reduções (redutos), ou seja pequenas aldeias fortificadas na floresta, onde viviam os índios convertidos ao cristianismo, mas uma correção das fronteiras coloca alguns desses redutos em território português. Ora, Portugal, país católico e cristão, mantém na época a tradição da escravatura: os portugueses pensam então roubar aos jesuítas os índios para depois vendê-los como escravos.
O papa intervém, excomunga os jesuítas das reduções. Depois, um exército, com os canhões e espadas benzidas pelos padres de serviço, ataca as reduções, massacra os jesuítas e toma os índios como escravos. Um Te Deum solene celebra a vitória, como deve.
Pouco depois o papa interdita a ordem dos jesuítas, culpada de ser muito inteligente e racional, e sobretudo de não ter servido com lealdade a família de Bourbon, reis de França e de Espanha, monarcas absolutos e grandes amigos da igreja católica.

Ano de 1766
Em pleno século das luzes, um jovem de 19 anos, o Cavaleiro de la Barre, passa "a vinte passos duma procissão, sem tirar o chapéu". É preso e torturado. Finalmente é decapitado depois de lhe terem cortado a língua. O seu corpo é depois colocado sobre uma fogueira e queimado junto com um exemplar do Dicionário Filosófico de Voltaire, diante duma multidão entusiasmada.

Ano de 1788
No Cantão de Glaris, na Suíça, a última bruxa foi queimada.
Esta execução da Inquisição não foi a última, e continuará queimando hereges até 1826.

Ano de 1793
Kant, professor de Filosofia em Konigsberg e estrela internacional da filosofia moderna, depois da publicação da "Crítica da Razão Pura", publica "A religião nos limites da Razão", onde ele coloca as doutrinas cristãs à prova do raciocínio e do "imperativo categórico". É demais para os piedosos reis da Prússia, que empurrado pelos prelados protestantes, intervém e Kant é forçado a retratar-se publicamente, sob pena de perder imediatamente o seu posto na universidade de Konigsberg. Todos os professores universitários são obrigados a assinar, sob pena de dispensa imediata, um documento onde prometem não citar os ensinamentos de Kant com relação à religião. Como no caso de Galileu, a fama internacional de Kant o salva de consequências mais severas. Kant ainda pensa em se exilar, mas neste fim de século, há poucos céus clementes para pensadores que ousaram criticar aspectos da ideologia cristã. Assim acabará os seus dias em Konigsberg.

Ano de 1826
 O último herege é queimado vivo, pela inquisição espanhola. Uma rica tradição cristã termina. Daí para a frente, a igreja recorrerá a meios mais sutis para matar, como proibir a assistência a mulheres que devem abortar, sabotando o planejamento familiar nos países pobres, proibindo os preservativos como modo de lutar contra a Aids-Sida, etc.

Ano de 1847
Guerra do Sonderbund. A Suíça é dilacerada por uma guerra religiosa. Os cantões católicos, cujos governos estão muito influenciados pelos conselheiros jesuítas, fundam uma aliança militar - o Sonderbund, que exige a anexação aos cantões católicos de regiões maioritariamente protestantes. Chamam os monarcas católicos da Áustria em seu auxílio, depois iniciam as hostilidades. Somente uma vitória rápida das tropas federais/protestantes permitiu evitar uma intervenção austríaca, que levaria a um conflito de extensão européia.

Os protestantes por seu lado, encetam uma feroz "Caça aos católicos", nos campos de Genebra.
Os jesuítas, considerados responsáveis pela guerra, são expulsos da Suíça, e essa expulsão valerá até 1970.

Ano de 1848
A população de Roma revolta-se contra a ditadura papal. O papa é expulso. Volta ao poder em 1849, devido à ação das tropas francesas enviadas por Luís Napoleão Bonaparte, presidente da república francesa. Os opositores são fuzilados. O Estado da Igreja volta a ser uma monarquia absoluta, cujo soberano é o papa.

Ano de 1871
O papa excomunga todo aquele que participar de qualquer eleição do estado italiano, que é classificado como "diabólico", porque retirou aos papas o seu poder temporal. Essa sentença de excomunhão automática não impedirá o papa de abençoar, alguns anos depois, a fundação do "Partito populare", de inspiração católica e fundado por um padre.

Ano de 1881
Os "Pogroms" russos começam. Incitados pelos prelados ortodoxos, que difundiram um boato que o Czar Alexandre II teria sido assassinado por um judeu, multidões se juntam em mais de 200 cidades russas e destroem os bens dos judeus. Os pogroms tornar-se-ão comuns na piedosa Rússia Czarista, sobretudo entre 1908 e 1917. O mais violento dentre eles teve lugar em Kishinev, em 1913: as autoridades civis e religiosas da cidade incitam a multidão que ataca violentamente os judeus. durante dois dias a multidão mata 45 judeus, fere 600 e pilha 1500 casas. Claro que os responsáveis (popes e políticos) nunca serão incomodados pela justiça.

Ano de 1889
Numa Roma livre do jugo papal, no dia 9 de junho, é inaugurada a estátua de Giordano Bruno, no Campo das Flores. O papa Leão XIII, sofredor, passará o dia todo de jejum aos pés da estátua de S. Pedro. A imprensa católica dispara: fala de "orgia satânica", descrevendo a manifestação da inauguração, o "triunfo da sinagoga, dos arquibandidos da Maçonaria, dos chefes do liberalismo demagógico", "o máximo da ignorância e da malignidade anti-clerical".

Anos de 1918 a 1945
Os anos do compromisso. A igreja católica apóia ativamente o crescimento dos totalitarismos na Europa. Na Áustria, o seu apoio ao Austro-Fascismo é total. Na Itália, ela assina com o regime fascista uma concordata que faz do catolicismo a religião de estado: os italianos podem de novo votar sem serem excomungados, pena que isso de pouco serve em período de ditadura. A igreja sacrifica em grande parte as suas próprias associações: todas, exceto a Ação Católica, devem integrar as organizações fascistas. O Vaticano promete a Mussolini de fazer com que a AC não se deixe tentar por ações antifascistas.

Em 1929, Mussolini, depois de ter assinado a concordata dita "Patti Lateranensi", é qualificado pelo papa como "o homem da providência". Em 1932, o ditador recebe das mãos do papa, a Ordem da Espora de Ouro, que é a mais alta distinção concedida pelo Estado do Vaticano.

Essa bela harmonia vai resistir mesmo ao momento de tensão causado pela estátua de Giordano Bruno. O papa aproveita a concordata para pedir ao seu amigo ditador que destrua a estátua erigida em 1889. O ditador, que tem um filho com o nome de Bruno, toma a defesa do livre-pensador e declara à Câmara de Deputados "A estátua de Giordano Bruno, melancólica como o destino desse monge, ficará onde ela está. Tenho a impressão que seria se encarniçar contra esse filósofo que, se equivocado e persistiu no erro, no entanto já pagou". Para mostrar que não se arrepende de nada, a igreja canoniza então Roberto Bellarmino, o acusador de G. Bruno, nomeando-o "Doutor da Igreja".

Na Alemanha, em janeiro de 1933, o Zentrum, partido católico, cujo líder é um prelado católico (Pralat Kaas), vota plenos poderes para Hitler: este último pode assim atingir a maioria de dois terços necessária para suspender os direitos garantidos pela Constituição. Com uma caridade toda cristã, o bom prelado aceita também fechar os olhos para os discutíveis processos nazistas, como a prisão dos deputados comunistas antes da votação. Depois a igreja começa a negociar uma nova concordata com a Alemanha: nesse cenário, ela sacrifica o Zentrum, então o único partido significativo que os nazistas não tinham proibido. Na realidade ele tinha-o ajudado a chegar ao poder. Em 5 de julho de 1933, o Zentrum se dissolve sob solicitação da hierarquia católica, deixando o caminho livre para o NSDAP de Hitler, então partido único.

Hitler declara-se católico no "Mein Kampf", o livro onde ele anuncia o seu programa político. Também afirma que está convencido ser ele um "instrumento de deus". A igreja católica nunca colocou no seu Índex o "Mein Kampf", mesmo antes da ascensão de Hitler ao poder. Podemos acreditar que o programa anti-semita do futuro chanceler não desagradava à igreja. Hitler mostrará o seu reconhecimento tornando obrigatória uma prece a Jesus nas escolas públicas alemãs, e reintroduzindo a frase "Gott mit uns" (Deus está conosco) nos uniformes do exército alemão.

Em 1938, as SS e SA organizam a "Noite de Cristal": com trajes civis, os milicianos nazistas atacam sinagogas e lojas pertencentes a judeus. A população alemã está horrorizada e aterrorizada. O bispo de Freiburg, monsenhor Gröber, declara então, em resposta às perguntas sobre as leis racistas e os pogroms da noite de cristal: "Não podemos recusar a ninguém o direito de salvaguardar a pureza da sua raça e de elaborar medidas necessárias a esse fim".
 
Na Espanha, um general tenta um golpe de estado militar, que aborta mas degenera em guerra civil. A igreja o apoia, padres e bispos benzem os canhões de Franco, celebram com muita pompa Te Deum pelas suas vitórias contra o governo republicano legítimo. A guerra faz mais de um milhão de mortos, e Franco fuzila todos os prisioneiros. Franco se mostrará reconhecido por seus piedosos aliados, nomeando diversos membros da Opus Dei para o seu governo. A influência da Opus Dei crescerá ao longo da ditadura franquista, ao ponto de se chegar a mais de metade dos ministros serem membros dessa venerável instituição católica.

Na França, a igreja declara, desde 1940, que "Petain é a França": ela prefere de fato o Trabalho-Família-Pátria do estado francês às Liberté-Égalité-Fraternité da República, que sempre a horrorizaram.

Durante a 2a guerra mundial, o Vaticano estava ciente do extermínio dos judeus pelos nazistas. Saber-se-á, após a guerra, que o papa diversas vezes esteve para fazer um pronunciamento público, mas que finalmente se absteve essencialmente pela sua comunistofobia e achando que uma vitória russa seria "pior". No entanto ele chorou em 1942, junto às ruínas de Roma, bombardeada pelos aliados. Também ele se esquece de mencionar que o seu aliado político Mussolini tinha solicitado a Hitler para ter "a honra de participar dos bombardeamentos sobre Londres", é verdade que o papa não habitava em Londres...

Ano de 1948
O papa declara que todo aquele que votar nos comunistas ou que ajudar esse partido de qualquer maneira, será automaticamente excomungado. Essa medida divide as famílias, provoca exclusões socialmente intoleráveis para muitos e obriga à clandestinidade de numerosos comunistas nas zonas rurais.

Os curas italianos apressaram-se a traduzir essa decisão em fatos, e pedem que as suas ovelhas votem no grande partido anticomunista (DC - Democrazia Cristiana). O partido DC vai-se afundar logo em seguida na corrupção generalizada nos anos 90.

Ano de 1961
Última edição do índex (Índex Additus Librorum Prohibitorum), que cita como autores cujas obras são proibidas de leitura pelos católicos entre outros: Jean-Paul Sartre, Alberto Moravia, André Gide.

Anos 80
Depois de um período de aparente liberalização, o papa João Paulo II chega à cabeça da maior seita do mundo e rende-se às mais terríveis tradições da igreja.

A sua condenação do preservativo, como modo de luta contra a Aids-Sida, provoca um grande número de mortos, difícil de estimar. Pratica uma política ativa de sabotagem às medidas de controle da natalidade no terceiro mundo. As consequências são difíceis de contabilizar, mas podem-se medir em termos de fome, miséria, criminalidade e falta de assistência médica nos continentes mais pobres - América do Sul e África.
Na sua caça aos hereges, o papa suspende "A divinis", dois teólogos alemães que tinham ousado duvidar, um da infalibilidade papal e outro da imaculada concepção de Maria.

Anos 90: guerras de religião na Iugoslávia
A Iugoslávia era, nos anos 80, uma das terras favoritas para férias balneares dos europeus. A publicidade iugoslava da época vendia o caráter multireligioso do país como um argumento turístico, pois se podia ver em Mostar e em outras belas cidades, as mesquitas e as igrejas lado a lado. Mas o país se afundou numa série de guerras civis que se querem descrever como guerras "étnicas", quando na verdade se trata de guerras religiosas. O caso da guerra da Croácia é o mais flagrante. Sérvios e croatas têm a mesma origem étnica e até a mesma língua, o Croata-servo. O mais irônico é que o croata-servo (servo-croata, escrito em caracteres latinos), é hoje a língua oficial dos soldados do exército Iugoslavo que combateu em Kosovo contra a OTAN, depois de ter lutado contra os croatas no início dos anos 90. Mas a religião separa os croatas dos Sérvios: os croatas foram cristianizados por Roma e são católicos. Os sérvios foram cristianizados pelos bizantinos e são ortodoxos. Quando Milosevitch começa a agitar o espectro da "Grande Sérvia", a Croácia declara a independência. Imediatamente o Vaticano e a R. F. da Alemanha cujo chanceler se declarava um católico convicto, reconhecem a Croácia católica como estado independente. O Vaticano mandou para todo o mundo anúncios para que os países reconhecessem o novo estado católico. O papa multiplica os apelos, as preces e as missas pela independência da Croácia. Durante esse tempo, o ditador croata, antigo oficial superior do regime comunista e também católico praticante, deu férias para todos os seus funcionários ortodoxos, isto é, sérvios. Depois escolheu como bandeira nacional a antiga insígnia dos Oustachis, que entre 1940 e 44 tinham praticado um genocídio de cerca de 600.000 sérvios. A guerra civil iniciou-se.

Finalmente termina essa guerra, e o papa beatifica o cardeal Stepinac que havia qualificado Ante Palevitc, o ditador Oustachi durante a ocupação de 1940/44, de "Dom de deus", para a Croácia e o havia apoiado ativamente.

A guerra da Iugoslávia continuou depois na Bósnia, onde os membros dos três grupos religiosos (ortodoxos, muçulmanos e católicos) se enfrentaram em uma série de combates triangulares, tendo a população civil como a principal vítima. Depois a guerra passou para o Kosovo, província agrícola sem interesse estratégico, e todos sabemos o que se passou.
As guerras da Iugoslávia são um caso emblemático da catastrófica intolerância que é típica das religiões "reveladas": as comunidades religiosas se enfrentam, neste final de século, em nome de religiões que elas receberam dos acasos da expansão dos diversos impérios (Romano, Bizantino e Otomano) desde a idade-média.
***

Notas do Tradutor (Cassy Beski)
1 - Que falta de conhecimentos sanitários!
2 - Para evitar problemas de herança, dos bens da Igreja.
3 - ...do Maranhão, é esse mesmo!
4 - Dominicanos e franciscanos dominavam a Inquisição.
5 - No Brasil também interditou e puniu diversos padres mais ousados, como Leonardo Boff.



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